domingo, 25 de dezembro de 2011
A escola da família
Aproximar os pais do trabalho
pedagógico é um dever dos gestores. Conheça aqui 13 ações para essa parceria
dar resultado. Gustavo Heidrich (novaescola@atleitor.com.br)
=== PARTE 1 ====
Está na Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no Estatuto da Criança e do
Adolescente (ECA): “as escolas têm a obrigação de se articular com as famílias
e os pais têm direito a ter ciência do processo pedagógico, bem como de
participar da definição das propostas educacionais”. Porém, nem sempre esse
princípio é considerado quando se forma o vínculo entre diretores, professores
e coordenadores pedagógicos e a família dos alunos (assista ao vídeo
em que pais dão suas opiniões sobre o relacionamento deles com a escola).
O relacionamento chega a
ser ambíguo. Muitos gestores e docentes, embora no discurso reclamem da falta
de participação dos pais na vida escolar dos filhos - com alguns até atribuindo
a isso o baixo desempenho deles - não se mostram nada confortáveis quando algum
membro da comunidade mais crítico cobra qualidade no ensino ou questiona alguma
rotina da escola. Alguns diretores percebem essa atitude inclusive como uma
intromissão e uma tentativa de comprometer a autoridade deles. Já a maioria dos
pais, por sua vez, não participa mesmo. Alguns por não conhecer seus direitos.
Outros porque não sabem como. E ainda há os que até tentaram, mas se isolaram,
pois nas poucas experiências de aproximação não foram bem acolhidos e se
retraíram.
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No Brasil, o acesso em
larga escala ao ensino se intensificou nos anos 1990, com a inclusão de mais de
90% das crianças em idade escolar no sistema. Para as famílias antes segregadas
do direito à Educação, o fato de haver vagas, merenda e uniforme representou
uma enorme conquista. "Muitos pais veem a escola como um benefício e não
um direito e confundem qualidade com a possibilidade de uso da infraestrutura e
dos equipamentos públicos. Isso de nada adianta se a criança não
aprender", afirma Maria do Carmo Brant de Carvalho, coordenadora geral do
Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec),
em São Paulo.
A escola foi criada para servir à sociedade. Por isso, ela tem a obrigação de prestar contas do seu trabalho, explicar o que faz e como conduz a aprendizagem dos alunos e criar mecanismos para que a família acompanhe a vida escolar dos filhos. "Os educadores precisam deixar de lado o medo de perder a autoridade e aprender a trabalhar de forma colaborativa", afirma Heloisa Szymanski, do Departamento de Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
A escola foi criada para servir à sociedade. Por isso, ela tem a obrigação de prestar contas do seu trabalho, explicar o que faz e como conduz a aprendizagem dos alunos e criar mecanismos para que a família acompanhe a vida escolar dos filhos. "Os educadores precisam deixar de lado o medo de perder a autoridade e aprender a trabalhar de forma colaborativa", afirma Heloisa Szymanski, do Departamento de Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
(assista à
entrevista completa com Heloisa em vídeo)
Um estudo realizado pelo Convênio Andrés Bello - acordo internacional que reúne 12 países das Américas - chamado A Eficácia Escolar Ibero-Americana, de 2010, estimou que o "efeito família" é responsável por 70% do sucesso escolar. "O envolvimento dos adultos com a Educação dá às crianças um suporte emocional e afetivo que se reflete no desempenho", afirma Maria Amália de Almeida, do Observatório Sociológico Família-Escola, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Mas o que significa uma parceria saudável entre essas duas instituições? Os pais devem ajudar no ensino dos conteúdos e os professores no dos bons modos? Claro que não. A colaboração que se espera é de outra ordem. "O papel do pai e da mãe é estimular o comportamento de estudante nos filhos, mostrando interesse pelo que eles aprendem e incentivando a pesquisa e a leitura", diz Antônio Carlos Gomes da Costa, pedagogo mineiro e um dos redatores do ECA (leia sobre o que a família pode fazer para ajudar na Educação dos filhos no quadro abaixo). Para isso, é preciso orientar os pais e subsidiá-los com informações sobre o processo de ensino e de aprendizagem, colocá-los a par dos objetivos da escola e dos projetos desenvolvidos e criar momentos em que essa colaboração possa se efetivar.
Um estudo realizado pelo Convênio Andrés Bello - acordo internacional que reúne 12 países das Américas - chamado A Eficácia Escolar Ibero-Americana, de 2010, estimou que o "efeito família" é responsável por 70% do sucesso escolar. "O envolvimento dos adultos com a Educação dá às crianças um suporte emocional e afetivo que se reflete no desempenho", afirma Maria Amália de Almeida, do Observatório Sociológico Família-Escola, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Mas o que significa uma parceria saudável entre essas duas instituições? Os pais devem ajudar no ensino dos conteúdos e os professores no dos bons modos? Claro que não. A colaboração que se espera é de outra ordem. "O papel do pai e da mãe é estimular o comportamento de estudante nos filhos, mostrando interesse pelo que eles aprendem e incentivando a pesquisa e a leitura", diz Antônio Carlos Gomes da Costa, pedagogo mineiro e um dos redatores do ECA (leia sobre o que a família pode fazer para ajudar na Educação dos filhos no quadro abaixo). Para isso, é preciso orientar os pais e subsidiá-los com informações sobre o processo de ensino e de aprendizagem, colocá-los a par dos objetivos da escola e dos projetos desenvolvidos e criar momentos em que essa colaboração possa se efetivar.
Quando o assunto é
aprendizagem, o papel de cada um está bem claro - da escola, ensinar, e dos
pais, acompanhar e fazer sugestões. Porém, se o tema é comportamento, as ações
exigem cumplicidade redobrada. Ao
perceber que existem problemas pessoais que se refletem em atitudes que atrapalham
o desempenho em sala de aula, os pais devem ser chamados e ouvidos, e as
soluções, construídas em conjunto, sem julgamento ou atribuição de culpa.
"Um bom começo é ter um diálogo baseado no respeito e na crença de que é
possível resolver a questão", acredita Márcia Gallo, diretora da EME
Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul, SP, e autora do livro A
Parceria Presente: A Relação Família-Escola numa Escola de Periferia de São
Paulo.
Visando ajudar vocês a darem os passos necessários para cumprir o dever legal e social de ter um relacionamento de qualidade com as famílias, NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR elaborou uma lista com 13 ações, que vão desde o acolhimento no começo do ano letivo até as atividades de integração social. Dê sua opinião sobre o assunto no final desta página, em "comentários".
Visando ajudar vocês a darem os passos necessários para cumprir o dever legal e social de ter um relacionamento de qualidade com as famílias, NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR elaborou uma lista com 13 ações, que vão desde o acolhimento no começo do ano letivo até as atividades de integração social. Dê sua opinião sobre o assunto no final desta página, em "comentários".
Os deveres da família
Até o século 19, a
separação de tarefas entre escola e família era clara: a primeira cuidava
daquilo que à época se chamava "instrução", que na prática era a
transmissão de conteúdos, e a segunda se dedicava à "Educação", o que
significava o ensinamento de valores, hábitos e atitudes. "A Era Moderna
deixa nebulosa essa divisão do trabalho educacional. Reconhecida como um valor
de ascensão social para as classes surgidas com a urbanização, a Educação passa
a ser objeto de atenção das famílias e as expectativas em relação à escola se
ampliam", diz Maria Amália de Almeida, da UFMG. Na prática, a escola
passou a ser reconhecida como um espaço de aprendizagem dos conteúdos e de
valores para a formação da criança. Assim, as fronteiras se tornaram confusas.
As responsabilidades da escola já foram detalhadas na reportagem ao lado. Mas,
o que se pode esperar das famílias, além de que elas garantam o ingresso e a
permanência das crianças em sala de aula? Quando se sentem integradas, elas
passam a participar com entusiasmo das reuniões e se tornam parceiras no
desafio de melhorar o desempenho dos filhos. Com o intuito de indicar caminhos
para a participação mais efetiva das famílias, o projeto Educar para Crescer,
iniciativa da Editora Abril e da Universidade Anhembi Morumbi, vai lançar a
partir de 26 agosto o Guia da Educação em Família, que será encartado em
diversas publicações da editora. Esse material, assim como o folheto Acompanhem
a Vida Escolar dos Seus Filhos, do Ministério da Educação, traz orientações
simples sobre como os pais podem trabalhar com a escola. Entre as dicas, estão:
- Ler para as crianças ou pedir para que elas leiam para eles.
- Ler para as crianças ou pedir para que elas leiam para eles.
- Conversar sempre com os filhos sobre assuntos
da escola.
- Acompanhar as tarefas
de casa e mostrar interesse pelos conteúdos estudados.
- Verificar se o
material escolar está completo e em ordem.
- Zelar pelo cumprimento
das regras da escola.
- Participar das
reuniões bimestrais e comparecer à escola sempre que convocados.
- Conversar com os
professores.
Acolhimento
1.
Apresentar a escola e os funcionários à família
Uma maneira de recepcionar e integrar
Uma maneira de recepcionar e integrar
Convidar os pais para uma
reunião inicial para que eles conheçam as instalações e, principalmente, a equipe
pedagógica e os funcionários. Esta atitude é fundamental para que eles se apropriem do
espaço e se sintam à vontade para fazer parte dele. Os gestores deverão expor o funcionamento e a
rotina da escola e informar sobre as atividades extraclasses. Explique a
finalidade de cada ambiente e a função dos profissionais que ali trabalham,
apresentando-os pelo nome. Aproveitar para compartilhar as regras de
funcionamento previstas no Regimento Escolar. Ao comunicá-las aos pais, abre-se
um canal de diálogo sobre os direitos e deveres de cada um. Os professores deverão
conhecer os familiares antes do início das aulas.
2.
Fazer uma entrevista com os pais e os alunos
Conhecendo para quem se trabalha
Conhecendo para quem se trabalha
As matérias-primas de
qualquer relação humana são o interesse, a compreensão e o respeito. Para que a
escola tenha uma parceria efetiva com as famílias e direcione as ações que
favoreçam a aprendizagem, ela precisa saber quem é o seu público. Este é o
momento ideal para a primeira entrevista. Estimular os pais a abordarem
assuntos como a história de vida da criança e a experiência escolar anterior. Este
é o momento ideal para que os pais preencham um questionário sócio econômico.
As conversas individuais com pai e mãe ao longo do ano ajudam a identificar as
habilidades dos alunos que possam ajudar professores e coordenadores a traçar
as melhores estratégias de ensino. "O princípio do educador é acreditar no
ser humano. Toda criança tem um potencial e a colaboração com as famílias é um
atalho para descobrir uma forma eficaz de cada aluno avançar", afirma a
psicopedagoga Valéria Dias Gomes, do Centro Universitário do Triângulo, campus
Uberlândia, a 550 quilômetros de Belo Horizonte.
3. Assegurar a participação no projeto político pedagógico
Hora de expor o currículo e os projetos
3. Assegurar a participação no projeto político pedagógico
Hora de expor o currículo e os projetos
No documento mais importante da escola, já devem estar previstas as possíveis contribuições das famílias. Exemplos: pais, mães e avós podem ser convidados para falar durante o desenvolvimento de atividades sobre profissões e brincadeiras de infância. Dessa forma, a escola valoriza os conhecimentos da comunidade e fortalece o vínculo com ela. No projeto político pedagógico, podem estar listadas outras ações institucionais, como campeonatos entre pais, oficinas em que a família participa e rodas em que os pais apresentam suas habilidades.
Assista a dois vídeos
sobre a relação da família com a escola. Um deles mostra opiniões de pais
e mães sobre o relacionamento deles com a escola. O outro traz entrevista sobre
o tema com Heloisa Zymanski, professora de Psicologia da Educação da PUC-SP
Reunião de pais
4. Ter
uma pauta focada no processo de ensino eficaz para informar sobre a
aprendizagem
"A reunião para falar mal dos estudantes e
compartilhar somente problemas não serve para nada. Os encontros devem mostrar
as intenções educativas da escola e a evolução da aprendizagem e discutir
estratégias conjuntas para melhorá-la", acredita Pedro de Carvalho da
Silva, da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, em Portugal. Durante
a pesquisa As Escolas e as Famílias em Portugal - Realidade e Perspectivas, com
famílias consideradas ausentes da Educação dos filhos, o professor verificou
que o principal motivo da não-participação era a pauta das reuniões: "Elas
eram chamadas para ouvir comentários negativos sobre os filhos ou sobre a
maneira de educar em casa". Na EE Leopoldo Miranda, em Belo Horizonte, o
foco dos encontros é sempre a aprendizagem. E isso desde a primeira reunião, em
que os pais dos 1,4 mil alunos ocupam o pátio da escola. No evento, a diretora,
Lilianne Marino (foto), entrega o calendário e as regras da escola e
apresenta o projeto político pedagógico. Ela faz um balanço do ano anterior e
informa sobre as metas, organizadas em uma planilha e classificadas por cores:
em verde estão as que foram atingidas e em vermelho aquelas em que a escola
precisa melhorar. Nas outras reuniões, os pais são convidados para ver
produções dos filhos e recebem um relatório sobre os avanços na aprendizagem.
5. Marcar encontros em horários adequados para os
pais respeito aos que trabalham fora
Uma medida simples e
bastante eficiente para garantir uma reunião com um quórum significativo é
marcá-la em data e hora que permitam aos pais comparecer. Todos sabem que
homens e mulheres enfrentam duplas jornadas, dividindo o dia entre os afazeres
de casa e os profissionais. Não adianta agendar a reunião para as 15 horas de
uma quarta-feira porque a sala ficará vazia. O ideal é fazer uma enquete com as
famílias para saber quais são os horários mais adequados à maioria. Informe com
antecedência o dia do encontro, assim como a pauta, o tempo de duração e os
momentos previstos para as falas de pais, gestores e professores.
Comunicação
6. Dar visibilidade à produção dos alunos procedimentos
para valorizar a aprendizagem
Ao compartilhar com a
comunidade o que as crianças fazem em sala de aula, os gestores mostram o que
importa no processo. É possível expor as produções dos alunos nos diferentes
espaços da escola e da comunidade durante o ano, de modo que todas as turmas tenham
a possibilidade de mostrar o que aprenderam. Assim, os alunos saberão respeitar
as atividades realizadas pelos colegas e os pais terão a oportunidade de
acompanhar a produção dos filhos. Port-fólios, cadernos, avaliações e trabalhos
coletivos e individuais são os registros materiais que documentam os avanços da
garotada. Eles devem estar sempre em ordem, apresentáveis e disponíveis para os
pais.
7. Informar a comunidade sobre o andamento da
escola demonstração de respeito e transparência
Ferramentas tradicionais,
como murais, bilhetes, agenda dos alunos e demais comunicados impressos, são
instrumentos que servem para informar sobre o funcionamento da escola, prestar
contas, convocar reuniões e compartilhar os projetos em andamento. Na era da
informática, as escolas com computador e acesso à internet podem ter outros
canais de comunicação que facilitem a interação. A criação do site da escola
com espaço para comentários dos visitantes, de listas de discussão, fóruns e
blogs é um exemplo. Os resultados de avaliações como a Prova Brasil e as feitas
por sistemas estaduais e municipais, pela importância que têm para o
diagnóstico da escola e o planejamento de ações futuras, não devem ser
comunicados por escrito. Eles merecem ações mais formais de divulgação. Para
eles, convoque uma reunião específica com pais, funcionários e equipe
pedagógica da escola para discutir os dados.
Organizações de pais
8. Constituir a Associação de Pais e Mestres (APM) uma forte
aliada para fazer uma boa escola
As APMs são organizações da sociedade civil que dão
apoio às questões financeiras em prol das necessidades pedagógicas e
administrativas. Enquanto os conselhos têm uma função basicamente consultiva,
as APMs constituem, pela sua natureza jurídica, os braços executores. Elas
podem receber recursos públicos vindos de programas oficiais - como o Programa
Dinheiro Direto na Escola, do governo federal, e outros específicos das redes às
quais pertencem - e têm a possibilidade de arrecadar contribuições da
comunidade. Além dos pais, elas serão mais representativas se contarem com a
presença de professores que ainda estão na ativa e aposentados, alunos e
ex-alunos que ainda mantenham vínculo com a instituição e moradores e
empresários da comunidade. A participação deve ser aberta a todos os
interessados. Contudo nada impede que um convite pessoal seja feito para
aqueles que acompanham mais de perto a vida da escola. Algumas redes estaduais
e municipais têm normas que regulamentam a formação das APMs. Procure se
informar sobre o estatuto da sua região na Secretaria de Educação e procure os
materiais distribuídos gratuitamente pelo Ministério da Educação (MEC).
9. Incentivar a participação no
conselho escolar o fórum
ideal para definir rumos
É no conselho escolar que são debatidas a aplicação
dos recursos financeiros, a compra de materiais pedagógicos e as estratégias
adequadas para a superação dos mais variados problemas relacionados com o dia a
dia da instituição. Quando ele é bem estruturado, ajuda o gestor a definir a
personalidade da escola. Os conselheiros passam a ser verdadeiros parceiros na tomada
de decisões para a melhoria da qualidade do ensino, tornando a gestão mais
democrática. Algumas redes têm normas que regulamentam a formação dos
conselhos. O MEC também disponibiliza material para a implantação nas escolas.
O conselho da EMEF Jean Piaget, em Porto Alegre, é muito ativo graças à
integração entre gestores e famílias. "Desde o início, chamamos para
participar pais e professores que tinham uma forte ligação com a escola e a
comunidade. Como estavam sempre presentes, já sabiam das necessidades e estavam
dispostos a colaborar por um objetivo comum", conta a vice-diretora,
Sabrina Garcez. Em uma das reuniões, os gestores mostraram o quanto a evasão
prejudicava a avaliação e a imagem da escola. Os membros do conselho decidiram
conversar com as famílias. Foi assim que Mário Virgulino e Nilza Satim (em
pé na foto) conseguiram que Everton Gabriel Araujo, neto de Maria Lurdes
Macedo, retornasse às aulas. "Em dois anos, reduzimos em 95% a evasão e o
nosso projeto se tornou modelo para a cidade", afirma Paulo Alécio Muhl,
diretor da Jean Piaget.
Convívio social
10. Disponibilizar os espaços para a realização de eventos um local
público para uso da comunidade
A escola pode abrir a quadra, o pátio e até as
salas de aula para pais e vizinhos e oferecer atividades esportivas, culturais
e sociais quando esses ambientes não estiverem sendo utilizados pelos alunos.
Para que essa iniciativa dê certo, é preciso que a gestão estabeleça normas
claras e organize os horários adequados para garantir a segurança dos usuários
e do patrimônio, além da utilização compatível com os objetivos da escola. Essa
ação tem sido transformada em políticas públicas por algumas redes, que a
incentivam e dão subsídio para que ela aconteça, na medida em que atende a uma
necessidade do público por um lugar organizado para o lazer. A comunidade, por
sua vez, passa a respeitar o espaço que utiliza.
11. Criar uma Escola de Pais com palestras e debates informações que ajudam a educar
"Sempre que possível, a escola deve ser uma
referência para as famílias, ajudando-as a compreender melhor os filhos e a
realidade. Ela pode levantar o debate sobre as questões sociais e culturais
mais presentes no cotidiano da comunidade", acredita Maria do Carmo Brant,
do Cenpec. Encontros com especialistas em saúde, nutrição, aprendizagem, higiene
e debates sobre violência e psicologia infantil são assuntos que interessam a
todos. Além disso, é uma forma de, por meio da informação e da análise,
favorecer a transformação do entorno.
12. Visitar as famílias dos alunos em casa ampliação do olhar sobre a comunidade
12. Visitar as famílias dos alunos em casa ampliação do olhar sobre a comunidade
Sair da escola para conhecer o bairro, a residência
e os pais dos estudantes pode ser uma experiência e tanto para gestores e
docentes. Com essa prática, eventuais problemas de comportamento ou dificuldade
em sala de aula têm mais chances de ser compreendidos e resolvidos. Em Taboão
da Serra, município da Grande São Paulo, o Programa de Interação Família e
Escola, no qual professores e diretores visitam a casa dos alunos, transformou
a realidade do município e da Educação local, melhorando a aprendizagem e
reduzindo a evasão. Para que uma iniciativa assim dê certo, é preciso organizar
um calendário e verificar quais membros da equipe estão dispostos a participar,
assim como as famílias que aceitam receber os educadores.
13. Promover festas e comemorações forma descontraída de estreitar o vínculo
Assim como as atividades
esportivas e culturais, as festas não devem ser as únicas oportunidades para
contar com a presença de pais e mães na escola. Contudo, elas são ótimas
chances para criar uma relação mais próxima e conversar sobre os filhos. As
famílias mais presentes até assumem a organização de eventos e outras
iniciativas propostas pela escola. Na EMEF Jesus de Nazaré, em Açailândia, a
600 quilômetros de São Luís, pais como José Silva dos Santos estão sempre
presentes para ajudar no dia a dia da escola. Em eventos como a tradicional
Festa Junina, ele aproveita para pendurar bandeirinha com o professor de
Educação Física, Ezau Souza, e conversar sobre o desempenho do filho. "A
presença deles nas comemorações é só parte do que acontece durante o ano
todo", diz a diretora, Marta Gomes. A política de portas abertas da
gestora deixa os pais à vontade para que frequentem a escola não somente nas
reuniões, mas sempre que precisam tirar dúvidas e se informar sobre os filhos.
"Deixo claro que não há ninguém melhor do que eles para cobrar o bom
desempenho dos professores e da equipe gestora." Porém alguns cuidados são
necessários ao planejar as comemorações: as festas não podem desrespeitar a
liberdade religiosa das famílias nem ter participação obrigatória.
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PARTE 2 ====
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PARTE 3 ====
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PARTE 4 ====
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PARTE 5 ====
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PARTE 6 ====
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
ARTESANATO COM GUARDANAPOS (CRAFTS WITH NAPKINS)
Corte pequenos pedaços de guardanapo. O tamanho afeta o resultado. É uma questão de gosto.
Get started, you need to break in tiny pieces of tissue. Chunk size affects the outcome - then a matter of taste.
Além disso, as cores podem ser misturadas, como tintas. Ou usar o guardanapo com um só padrão.
Moreover, the colors can be mixed like paints. Or use the napkins with a pattern.
Moreover, the colors can be mixed like paints. Or use the napkins with a pattern.
Mergulhe os pedacinhos na água limpa.
Depois que as peças foram embebidas em água, escorrer e apertar um pouco (não muito, caso contrário, o resultado assemelhará com uma pintura com guache seca).
Once the pieces soaked with water, drain and press a little bit (not much, otherwise with the given composition will resemble dried gouache painting dry brush).
Adicione colaabasede PVA na proporção de1:1(mesma quantidade de papel picado e cola)
Add a thick PVA glue in a ratio of about 1:1.
Misture bempara que todo o papel fique impregnado de cola.
Mix well and ensure that each piece is well impregnated with glue.
Então, esprema mais um pouco até deixar na forma de mingau. Não espremer muito, pois pode estragar a massa.
Then, we can again squeeze out a bit, but you can leave in the form of gruel - who both convenient. But, again, highly desirable to squeeze as coupling deteriorates.
Then, we can again squeeze out a bit, but you can leave in the form of gruel - who both convenient. But, again, highly desirable to squeeze as coupling deteriorates.
Agora, use folhas de plástico para pastas e coloque os moldes dentro.
Next, take the office file. Inside put a figure-stencil.
Comece a preencher com a massa colorida. Você poderá usar uma espátula.
And begin to lay out a colorful lot
Você pode ajustar a espessura da camada.
You can adjust the thickness of the layer.
Quando a imagem estiver preenchida, deixe secar completamente. Dependendo da espessura, a secagem pode durar de algumas horas a vários dias. (Neste caso, aproximadamente 12 horas).
When the picture is full, leave blank to dry completely. Depending on the thickness - from several hours to several days. (In this case, enough 12 hours).
Deve-se ter em mente que as cores depois de secas serão muito mais escuras. :)
Must be borne in mind that colors will be much darker. :)
Retire cuidadosamente a peça do plástico.
Carefully separate the workpiece from oilcloth
VIre ao contrário.
View from the "inside out".
Os resíduos da peçasão facilmente retirados como uso de uma tesourinha.
Adhesive residue is easily cut off with scissors.
Adhesive residue is easily cut off with scissors.
Como resultado, eu tenho umporta-retrato.
As a result, I got one more frame for the photo.
As a result, I got one more frame for the photo.
Nhãn: art, Gifts, Holiday crafts, Making Flowers, Tutorial
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