sábado, 23 de abril de 2011

VAMOS CRIAR SEU BLOG?

Para começar nossa jornada, vamos ver algumas informações e decisões básicas que vão ajudar você a criar um blog bacana. Os pontos desta seção permitirão que você comece com o pé direito e darão uma base sólida para você crir um blog de opinião. 

Requisitos para ser um bom blogueiro
(e tirar nota boa!)
1. Sobre o que você vai escrever? 
- Saber escrever português correto
- Saber navegar na Internet
- Estar disposto a aprender muito
- Gostar de escrever
- Gostar de interagir com outras pessoas
- Estar disposto a receber críticas e antagonismo (sem chamar a mamãe
nem partir pra baixaria)

- Respeitar o blog dos outros e contribuir com eles

2. Escolha bem o nome do seu blog. Ele vai acompanhar você por muito tempo. Idealmente, o nome do blog deve ser:
- Curto e fácil de memorizar
- Original, criativo, interessante
- Relacionado ao tópico do blog; ele deve dar uma boa idéia de sobre o que você escreve. Ou um nome estranho e diferente, que tenha potencial para se tornar uma marca.


3. Crie uma descrição bacana para o blog.
- A descrição deve ser curta - pode ser uma tagline (frase que acompanha o título do blog, uma espécie de slogan). Além de curta, ela deve deixar claro de que trata seu blog. 
- A descrição provavelmente será uma das primeiras coisas que um visitante verá ao chegar ao blog; se for clara e bem escrita, ajudará muito a transformar visitantes em leitores. 

4. Use cores claras. Use um tamanho e cor de fonte que seja legível, evite a poluição visual.
- Fundo claro facilita a leitura. Procure evitar fundos escuros; embora eles sejam bonitos, dificultam a leitura e cansam os olhos.
- Um blog é feito para ler, não só para ser bonito.
- Cores gritantes e agressivas também são má idéia. Você não leria um livro de páginas pretas e letras roxas, leria?

- A cor da fonte deve contrastar com o fundo da página, e permitir uma leitura cômoda. Letras amarelas sobre fundo branco, por exemplo, são quase impossíveis de ler.
- Não encha seu blogs de quinquilharias. 

- Não amontoe coisas - deixe espaço ao redor dos elementos da página e entre eles. Isso se chama "white space" e existe para facilitar a leitura.
- Não é necessário deixar quilômetros de espaços em branco - só o suficiente para que o resultado final seja harmonioso e agradável. 

- De novo: o blog foi feito para ser lido. Leve isso em conta na hora de escolher a cor e o tamanho de suas letras.

5. Não coloque música que começa a tocar automaticamente quando alguém entra no blog. Isso é desagradável, pode causar problemas ao seu visitante (se ele estiver no trabalho, por exemplo), e é uma falta de respeito. Você está obrigando a pessoa a ouvir sua música, coisa que talvez ela não queira ou não possa fazer.

Não coloque música tocando automaticamente.
Não coloque música tocando automaticamente.
Não coloque música tocando automaticamente.

6. A alma de um blog é o conteúdo.
- Não adianta ter um bom nome, domínio próprio, visual bacana, se o
conteúdo do blog é ruim.

7.Leia, leia, leia.
- Ler muito é fundamental para escrever bem.
- Além disso, ler muito vai lhe permitir aprender a blogar e interagir na blogosfera, estar a par de novidades relevantes na sua área, obter idéias e informação para seus posts e muito, muito mais. Leia tanto quanto puder, todos os dias.
- Não use abreviações (como pq, vc, msm). "Naum ixcreva axim". Use acentos, não escreva "neh" em vez de "né." Use parágrafos, vírgulas, pontuação em geral. Escreva em português correto. Afinal, você não está teclando no MSN com os amigos não é?
- Use um dicionário se tiver dúvidas quanto ao significado ou grafia de uma palavra.  Existem muitos na interne mesmo! 

- Estou repetindo isso tantas vezes porque escrever em português correto é fundamental, se você quer ter um blog decente. E é mais fácil do que parece, basta querer. Então, escreva em português correto! 

8. Dê razões aos visitantes para que venham ao seu site.
- Escreva diretamente para o leitor .Ofereça informação valiosa e útil. Se seu blog é um amontoado de lixo e seu conteúdo não serve para nada, por que as pessoas visitariam seu site?
- O leitor é UMA PESSOA ÚNICA. Você não tem muitos leitores, você tem uma grande quantidade de "UM LEITOR ÚNICO". Não escreva pensando neles, no grupo, na multidão. Escreva para essa pessoa única que está com o traseiro sentado na cadeira, lendo seu texto, (a professora, por exemplo!). No blog, não existe multidão. Mesmo que você tenha 200 leitores diários, cada um deles entra no blog sozinho, e interage com uma só pessoa: o autor do texto. Quando alguém está lendo seu texto, você está a sós com essa pessoa. Cada leitor é especial, e merece ser tratado de acordo. Converse com seu leitor.

9. Escreva com personalidade
- Uma das grandes qualidades dos blogs é a personalização da informação. Se alguém lê seu blog, é porque quer saber sua opinião, seu ponto de vista sobre as coisas. Para ler simples relatos e descrições de fatos, as pessoas lêem jornais.
- Coloque sua personalidade no seu texto. Diga o que pensa, do jeito que você pensa. Não tenha medo de mostrar quem você realmente é - sua personalidade é o que faz de você uma pessoa única, e vai ajudar muito a que seu blog seja único. Porém, respeito quem lê seu blog!

10. Não copie conteúdo
Copiar conteúdo prejudica seu blog, e dependendo do caso, constitui crime. Não copie e publique textos na íntegra. Se você gostou muito de um texto publicado por outro, e/ou acha que seus leitores se interessarão por ele, faça um post contendo o seguinte:
- Um trecho do texto que você quer recomendar - no máximo dois parágrafos;
- Sua opinião - diga por que está recomendando a leitura do texto;
- Um link para que as pessoas leiam o texto onde foi publicado originalmente.
Usando esse método, você evitará um caminhão de possíveis problemas, que vão desde a indexação do seu blog nos motores de busca, até acusações de plágio (o qual, caso você não saiba, é crime previsto no Código Penal).

11. Leia seu post antes de publicar
- Terminou de escrever? Passou corretor ortográfico? Agora, releia seu post do começo ao final, e preste atenção. 
- Algum erro escapou ao corretor?
- Você disse exatamente o que queria?
- Expressou corretamente suas idéias?
- Incluiu toda a informação necessária?
- Creditou o que deve ser creditado (fotos, fontes, textos)?
- Só depois de ter certeza de que está tudo 100% OK, publique.

12. Use imagens em seus posts.
- Uma imagem vale mais do que mil palavras. Mas em se tratando de blogs, é claro que uma imagem não vai salvá-lo caso seu texto seja ruim. No entanto, se você escreveu um texto bacana, incluir imagens deixa o post visualmente mais atrativo e pode até facilitar a leitura - muita gente não gosta de "livro sem figuras".
- Imagens bem escolhidas também servem para reforçar o que você diz no texto.


13. Não se esconda atrás do monitor
- Não use o escudo e a liberdade da web para fazer ou dizer coisas que você normalmente não faria, a menos que sejam coisas positivas. Por exemplo: se você não faria uma acusação ou proferiria uma ofensa caso estivesse cara a cara com a pessoa alvo dessa acusação ou ofensa, não o faça na web. Fazê-lo só demonstra que você é um covarde e será banido da blogosfera.

14. Seja responsável
- Você é responsável pelo que é publicado no seu blog, desde as informações até os comentários.
- Tenha cuidado com o que você recomenda no seu blog, explícita ou implicitamente - e isso inclui links para outros blogs e sites, resenhas e anúncios.
- Você é responsável pelo seu blog e por tudo que ele contém. Inclusive perante a lei! Lembre-se sempre disso.


Adaptado de: Bê-a-Blog

BOM, DEPOIS DE TODAS ESSAS RECOMENDAÇÕES QUE VOCÊ CERTAMENTE LEU ATENTAMENTE, ESPERO, VAMOS FINALMENTE CRIAR O BLOG?

O QUE É A SALA DE RECURSOS? DIREITOS DOS ALUNOS E DEVER DA ESCOLA


FERNANDA AZEVEDO COSTA

As pessoas com necessidades educacionais especiais têm assegurado pela Constituição Federal de 1988, o direito à educação (escolarização) realizada em classes comuns e ao atendimento educacional especializado complementar ou suplementar à escolarização, que deve ser realizado preferencialmente em salas de recursos na escola onde estejam matriculados, em outra escola, ou em centros de atendimento educacional especializado. Esse direito também está assegurado na LDBEN – Lei nº. 9.394/96, no parecer do CNE/CEB nº. 17/01, na Resolução CNE/CEB nº. 2, de 11 de setembro de 2001, na lei nº. 10.436/02 e no Decreto nº. 5.626, de 22 de dezembro de 2005.
O Atendimento Educacional Especializado é uma forma de garantir que sejam reconhecidas e atendidas as particularidades de cada aluno com Necessidades Educativas Especiais. Este pode ser em uma Sala de Recursos Multifuncionais, ou seja, um espaço organizado com materiais didáticos, pedagógicos, equipamentos e profissionais com formação para o atendimento às necessidades educacionais especiais, projetadas para oferecer suporte necessário às necessidades educacionais especiais dos alunos, favorecendo seu acesso ao conhecimento. Esse atendimento deverá ser paralelo ao horário das classes comuns. Uma mesma sala de recursos, conforme cronograma e horários pode atender alunos com, altas habilidades/superdotação, dislexia, hiperatividade, déficit de atenção ou outras necessidades educacionais especiais.
…uma nova gestão dos sistemas educacionais prevê a prioridade de ações de ampliação do acesso à Educação Infantil, o desenvolvimento de programas para professores a adequação arquitetônica dos prédios escolares para a acessibilidade. Preconiza também a organização de recursos técnicos e de serviços que promovam a acessibilidade pedagógica e nas comunicações aos alunos com necessidades educacionais especiais em todos os níveis, etapas e modalidades da educação. ( ALVES, 2006, p. 11)
Os princípios para organização das salas de recursos multifuncionais partem da concepção de que a escolarização de todos os alunos, com ou sem necessidades educacionais especiais, realiza-se em classes comuns do Ensino Regular, quando se reconhece que cada criança aprende e se desenvolve de maneira diferente e que o atendimento educacional especializado complementar e suplementar a escolarização podem ser desenvolvidos em outro espaço escolar.
Freqüentando o ensino regular e o atendimento especializado, o aluno com necessidades educacionais especiais tem assegurado seus direitos, sendo de responsabilidade da família, da Escola, do Sistema e da sociedade.
AS Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica, 2001, em seu artigo 2° orientam que: “Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizar-se para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias para uma educação de qualidades para todos”. (Alves, 2006, p.11)
O atendimento educacional especializado constitui parte diversificada do currículo dos alunos com necessidades educacionais especiais, organizado institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns. Dentre as atividades curriculares específicas desenvolvidas no atendimento educacional especializado em salas de recursos se destacam: o ensino de Libras, o sistema Braille e o soroban, a comunicação alternativa, o enriquecimento curricular, dentre outros, até mesmo o apoio educacional aos professores que estão na sala de aula com o aluno.
Esse atendimento não pode ser confundido com reforço escolar ou mera repetição dos conteúdos programáticos desenvolvidos na sala de aula, mas devem constituir um conjunto de procedimentos específicos mediadores do processo de apropriação e produção de conhecimentos.
Os alunos atendidos na Sala de Recursos são aqueles que apresentam alguma necessidade educacional especial, temporária ou permanente. Entre eles estão os alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares, os alunos com dificuldades de comunicação e sinalização diferenciadas dos demais, os alunos que evidenciem altas habilidades/superdotação e que apresentem uma grande facilidade ou interesse em relação a algum tema ou grande criatividade ou talento específico. Também fazem parte destes grupos, os alunos que enfrentam limitações no processo de aprendizagem devido a condições, distúrbios, disfunções ou deficiências, tais como: autismo, hiperatividade, déficit de atenção, dislexia, deficiência física, paralisia cerebral e outros.
O professor da Sala de Recursos (formado em Pedagogia/Educação Especial) deve atuar, como docente, nas atividades de complementação ou suplementação curricular específica que constituem o atendimento educacional especializado; atuar de forma colaborativa com o professor da classe comum para a definição de estratégias pedagogias que favoreçam o acesso do aluno com necessidades educacionais especiais ao currículo e a sua interação no grupo; promover as condições de inclusão desses alunos em todas as atividades da escola; orientar as famílias para o seu envolvimento e a sua participação no processo educacional; informar a comunidade escolar a cerca da legislação e normas educacionais vigentes que asseguram a inclusão educacional; participar do processo de identificação e tomada de decisões acerca do atendimento às necessidades especiais dos alunos; preparar material específico para o uso dos alunos na sala de recursos; orientar a elaboração de material didático-pedagógico que possam ser utilizados pelos alunos nas classes comuns do ensino regular; indicar e orientar o uso de equipamentos e materiais específicos e de outros recursos existentes na família e na comunidade e articular, com gestores e professores, para que o projeto pedagógico da instituição de ensino se organize coletivamente numa perspectiva de educação inclusiva.

Disléxicos precisam de provas adaptadas

Um estudante com dislexia não consegue ler e escrever com precisão e fluência, habilidades altamente nas escolas e em exames como o Enem e o vestibular.
Mundialmente famoso por ter formulado a teoria da relatividade, Albert Einstein apresentava sérios problemas de aprendizado. O alemão tinha dislexia, um distúrbio que o impedia de ler e escrever com a mesma facilidade dos demais estudantes. Mesmo assim, tornou-se um dos maiores gênios de todos os tempos, graças à ajuda de um professor que percebeu nele um grande potencial para a Física e a Matemática. Se vivesse hoje, porém, e participasse de um exame como o vestibular ou o Enem, Einstein provavelmente apareceria entre os últimos colocados, segundo a psicóloga Mônica Luczynski, especialista em educação especial e criadora de um programa de alfabetização específico para disléxicos.
“Que adaptações os disléxicos tiveram para fazer a prova do Enem? Deveria ter sido dado mais tempo para que eles lessem a prova e a respondessem. Além disso, o estudante disléxico que não teve acesso a medidas remediativas muitas vezes precisa de alguém que leia as questões para ele”, afirma Mônica. A psicóloga diz ainda que não basta oferecer apoio no momento das provas nas escolas, ou no Enem ou vestibular. Segundo ela, o acompanhamento pedagógico deve se estender por todo o período escolar, inclusive na facudade. “Algo que pode ajudar esses alunos é a aplicação de provas orais, em vez de escritas, além do uso de programas de computador que lêem o que está na tela”, exemplifica.
Prova oral
A história do professor Marcelo Rossini da Cunha, que dá aulas de Biologia no Curso Unificado, mostra como pequenas atitudes podem estimular o aluno disléxico a seguir em frente nos estudos e conquistar um diploma universitário. Ele conta que só descobriu que era disléxico quando estava na faculdade. “Um professor desconfiou de que a turma inteira havia colado em uma prova e resolveu aplicar um exame oral para confirmar se os alunos sabiam a matéria. Eu me saí muito melhor na segunda prova e o professor, depois de me perguntar, entre outras coisas, se eu confundia as letras na hora de escrever, disse que eu poderia ter dislexia”, recorda.
Marcelo procurou, então, uma psicopedagoga. Confirmado o diagnóstico, buscou formas de superar seus problemas com a linguagem. “Durante a faculdade, foi marcada uma prova para verificar se os alunos sabiam a nomenclatura de algas. Todas elas começavam com ‘c’ e terminavam com ‘fita’, e com certeza eu iria escrever os nomes de forma errada. Por isso, pedi para fazer uma prova oral”, conta.
Desinformação
Marcelo teve o apoio dos docentes com quem conviveu, mas muitos disléxicos sofrem com a desinformação daqueles que deveriam incentivá-los. A psicóloga e psicopedagoga Tamara Simons, 30 anos, lembra que ouviu comentários desrespeitosos de um professor de Inglês quando pediu para não participar de um jogo de “stop”, em que teria de escrever palavras no quadro, diante de toda a sala. “Ele me disse que aquela era uma excelente oportunidade para que eu parasse de me esconder atrás da dislexia”, diz. Noa Brykczynski, 26 anos, também passou por situações constrangedoras. “Comecei a fazer o ensino médio em um colégio de Santa Catarina, mas os professores não entenderam as minhas dificuldades e, depois de quatro meses, fui convidada a me retirar”, conta ela, que fez um curso supletivo em Curitiba e agora planeja prestar vestibular para Turismo.
A dislexia é uma alteração genética e neurológica que provoca dificuldades de aprendizagem nas áreas de leitura e escrita. “O disléxico não consegue estabelecer uma relação entre os símbolos e o som. Ele confunde letras com sons parecidos, como ‘d’ e ‘t’, e não consegue escrever as palavras com esses símbolos de forma correta. Também pode acontecer que ele queira falar uma palavra, mas venha outra”, explica a psicóloga Mônica Luczynski. Segundo Maria Ângela Nogueira Nico, coordenadora científica da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), os disléxicos também podem apresentar a memória imediata prejudicada, falta de concentração e dificuldades em decorar tabuadas e aprender outro idioma. (MC)
No vestibular da Universidade Tuiuti do Paraná, o candidato com dislexia pode solicitar a presença de uma banca especial. “Um professor lê a prova para o vestibulando, em uma sala especial, onde ficam apenas os dois”, explica Ana Luíza Bender Moreira, presidente da Comissão de Educação Inclusiva da instituição. A psicóloga Tamara Simons estudou na Tuiuti, mas conta que não precisou de adaptações para fazer a prova. “Não precisei disso, pois fui diagnosticada cedo e consegui trabalhar as minhas dificuldades”, afirma. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) ainda não existe a prerrogativa de prova especial para candidatos disléxicos. (MC)
Mais informações sobre a dislexia estão no site www.dislexia.org.br e no livro Dislexia, você sabe o que é? – inteligente, mas aprende diferente, de Zeneida Bittencourt. O livro pode ser adquirido pelo telefone (41) 3242-8589.
Gazeta do Povo